quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ensinando com Amor: Ensino Eficaz é Ensino Permanente

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". Provérbios 22:6
Se verdadeiramente quisermos que este versículo seja uma realidade na vida de nossos filhos e alunos, cabe a nós, pais e mães, educadores, mestres em obediência a Palavra de Deus, evangelizar e discipular estes pequeninos. Precisamos além de levá-los a Jesus, ensiná-los a crescer na intimidade e comunhão com Deus.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é muito mais do que levá-la a igreja domingo após domingo, ou ensiná-las domingo após domingo, é muito mais do que ensiná-la a ser religiosa, é muito mais que ensiná-la a orar na hora das refeições, é muito mais que proibí-la de assistir um desenho da Disney, é muito mais que ler a Bíblia só no dia em que dá tempo...
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é viver a vida de Cristo a cada momento de nossa vida, é exalar o bom perfume de Cristo em nossos lares,e onde quer que estejamos para que nossos filhos e alunos vejam Cristo e o seu amor através de nós.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é levá-la a amar a Jesus de todo o seu coração e sua alma, como nós amamos, é ensiná-la a ter comunhão íntima com Jesus como nós temos, ensiná-la a ter desejo de orar, falar com Deus como nós, é ensiná-la a ter fome da Palavra e se alimentar diariamente como nós nos alimentamos.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é colocar a Palavra de Deus no coração e na alma de nossos filhos, estando sempre a frente dos seus olhos. É ensinar a tempo e fora de tempo, é almoçando na mesa, brincando no chão, tomando banho, fazendo jantar, comendo juntos. Andando no caminho da padaria, da escola, do shopping, da feira, do parque. É ensinando na hora de deitar, na hora de se levantar para a escola (Dt.. 11:18 a 21) e quando for velho não se desviará deste caminho, pois as promessas de Deus são verdadeiras, não mudam e não falham.
Sendo assim porque tantos jovens que foram "criados em lares evangélicos" e foram "criados na igreja" estão hoje longe de Deus, desviados para as drogas, alcoolismo, prostituição, marginalidade? Ou mesmo não querendo nada com Deus. Quem falhou ? Deus ou nós os pais e mestres educadores?
Hoje é o tempo urgente para vivermos essa promessa de Deus em nossos lares, pois como pais e mestres educadores desta geração precisamos também com urgência obedecer e viver a Palavra de Deus em Deuteronômio 11 e Salmos 78.
Que possamos dizer como o Apostolo Paulo proferiu: Sede meus imitadores como eu sou de Cristo...Estas crianças, pequeninos aprenderão muito mais com nossas vidas, do que com nossas palavras...então que venhamos viver a Palavra de Deus, e assim colheremos os frutos ao ensinarmos aos pequeninos e estes frutos permanecerão para sempre.
Ensine com amor! Viva com Amor! Foi Deus que nos escolheu e separou para tão precioso Ministério!
Um beijo no seu coração!

A Bíblia de Mary Jones

Uma linda História para ensinarmos as crianças sobre a Bíblia e sua importancia. Espero que gostem!


Existiu há muitos anos atrás uma menina. Seu nome era Mary Jones. Ela morava numa pequena vila do País de Gales chamada Llan.
Seus pais eram muito pobres e não sabiam ler bem. Eles e Mary moravam numa casa muito simples.

Nossa história
começa em 1792. Mary tinha então oito anos de idade. Como não havia escola perto da vila de Llan, Mary ainda não sabia ler. Sua maior vontade era possuir uma Bíblia. Mas além de não saber ler, naquele tempo, as Bíblias eram caras e difíceis de conseguir.
Mary tinha bastante fé. Por isso esper
ava um dia aprender a ler e ter a sua Bíblia.
O tempo passou. Ma
ry já tinha dez anos de idade. Mas como ela iria aprender a ler? E onde iria arranjar o dinheiro para comprar a Bíblia? Até esse tempo nenhuma escola for aberta nas vizinhanças.



Um dia o pai de Mary foi à vila de Aber, distante três quilómetros, para vender os seus tecidos. Voltou muito alegre. Ele conseguira vender todos os tecidos. Mas a alegria maior foi a notícia que iriam abrir uma escola em Aber. Mary e os seus pais ficaram muito contentes.
Mary realmente foi para a escola. Logo ela se tornou amiga de todos os colegas. E era tão estudiosa que ganhou o primeiro lugar.
O professor de Mary chamava-se João. Ele gostava muito de Mary. Um dia ele falou aos alunos que ia dar início a uma Escola Dominical. Nem é preciso dizer que Mary começou a frequentar a Escola Dominical.
Dois anos antes uma conhecida de Mary lhe tinha feito uma promessa. Era D. Joana, a fazendeira. Ela prometeu deixar Mary ler a sua bíblia. Agora Mary já sabia ler. E todos os sábados à tarde ia à casa de D. Joana ler a Bíblia e preparar com ela a lição da Escola Dominical. E para ir lá andava três quilómetros a pé. Ela gastava uma hora na ida e na volta. Poderia estudar também durante este tempo, se tivesse a sua própria Bíblia.
Por isso Mary resolveu trabalhar e economizar par ter a sua Bíblia. Seria difícil, mas não era impossível. Aí se lembrou das palavras que Deus disse a Josué: “Sê forte e corajoso”.






Várias pessoas e coisas ajudaram. Mary a ganhar e a economizar dinheiro. Uma dessas coisas foi a sua decisão de criar abelhas. Ela também recebia pequenas gorjetas por ajudar pessoas mais velhas a recolher lenha na mata. D. Joana lhe deu também de presente um galo e duas galinhas. Com isso poderia ter ovos para vender. Mary cuidava das crianças das vizinhas e em troca recebia pequenas moedas. Assim Mary ia ajuntando as suas moedas num cofre.







O verão daquele ano foi muito alegre. Mary tinha a certeza que conseguiria logo a sua Bíblia. Então ela resolveu abrir o cofre para contar o dinheiro, quando completou um ano. Foi um momento muito emocionante. Mas pela primeira vez ficou triste. Conseguira ajuntar apenas uma pequena quantia: menos de um xelim. Era muito pouco!
Mas a mãe encorajou a Mary. Ela disse-lhe que no ano seguinte Mary conseguiria melhores resultados. Antes de deitar-se naquela noite, orou a Deus. E assim lhe voltou a confiança.



Deus respondeu logo a oração de Mary. No dia seguinte, na escola, seu professor perguntou-lhe se ela conhecia alguém que pudesse fazer umas costuras para a esposa dele. Era a nova oportunidade de que Mary precisava para ganhar mais dinheiro. Mary agora tinha onze anos de idade.
Assim se passou aquele ano. Ao completar-se o segundo ano, Mary sentou-se com seus pais ao redor da mesa. Ela ia contar o dinheiro que estava no cofre. A soma total deu dois xelins e meio. Mary mais uma vez bateu palmas de alegria.
Mas no inverno o pai de Mary ficou doente. Por isso ela teve de fazer parte do trabalho do pai. Além do mais começou a ir mal na escola. Agora era a última da classe. Naquele ano as economias do cofre de Mary aumentaram só um pouquinho.
Mary tinha agora quinze anos. Mas ela não desanimou. Seu pai, por fim, ficou bom e ela conseguiu recuperar-se na escola.
Meses depois ela foi entregar umas costuras que fizera para D. Joana, a fazendeira. D. Joana pagou-lhe em dobro. Enfim com aquele dinheiro Mary completou a quantia que dava para comprar a Bíblia.









Agora tinha o dinheiro. Mas onde conseguiria a Bíblia? Ela foi procurar o pastor da Igreja. Ele lhe disse que não havia nenhuma Bíblia ali e nas vizinhanças. Então o pastor falou a Mary sobre o Rev. Tomás Charles, que morava na cidade de Bala. Ele sempre conseguia Bíblias para as pessoas interessadas. Mas a cidade de Bala ficava a quarenta quilómetros distante dali. Mary retirou-se desanimada.
No caminho encontrou-se com o Se. Luís, um de seus antigos professores. O Sr. Luís aconselhou Mary a ir à cidade de Bala. Ele mesmo tinha conseguido a sua Bíblia lá com o Rev. Tomás Charles. Mary ficou animada outra vez.
Dali foi correndo para casa. Depois de alguns conselhos, os pais deixaram que Mary fosse sozinha à cidade de Bala. A viagem foi longa e difícil. Mas Mary chegou até à casa do Rev. Tomás Charles.
Outra triste surpresa para Mary. As únicas Bíblias que o Rev. Tomás Charles tinha já estavam encomendadas por outras pessoas. Mary chorou baixinho.
Então Mary disse ao Rev. Tomás Charles que trabalhou e economizou durante seis anos. Tomou conta de crianças. Fez costuras para as vizinhanças. Apanhou lenha para pessoas velhas. Vendeu ovos de suas galinhas. A história de Mary comoveu o Rev. Tomás Charles. Ele foi ao armário e tirou dele uma Bíblia para Mary. Ela fizera tudo para chegar aquele dia e ele chegou. A alegria foi muito grande.
Mary não sabia que o seu esforço iria fazer com que fosse fundada uma grande sociedade. O Rev. Tomás Charles contou a história de Mary aos directores da Sociedade de Folhetos Religiosos. A história de Mary impressionou profundamente aqueles directores. Todos sentiram que se deveria fundar uma sociedade para imprimir e distribuir Bíblias para o mundo inteiro. Assim no dia 7 de Dezembro de 1802 fundou-se a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.




A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira já não é a única Sociedade Bíblica do mundo. Outras grandes sociedades foram fundadas depois; para ajudar a obra de impressão e distribuição de Bíblias em todas as línguas: em 1814 a Sociedade Bíblica da Holanda; em 1816 a Sociedade Bíblica Americana; em 1826 a Sociedade Bíblica Nacional da Escócia; em 1831 a Sociedade Bíblica Trinitariana em Londres; e em 10 de Junho de 1948 a Sociedade Bíblica do Brasil.